segunda-feira, 2 de junho de 2008

Teoria da Sobrevivência

Há algum tempo tenho acompanhado o comportamento humano nas diversas esferas sociais. O ponto de intersecção entre todos eles, independente de cor, credo e classe social é o sexo e o poder. Muito mais o sexo do que o poder, mesmo porque o poder é requerido para se ter sexo mais facilmente.
Continuando o raciocínio, todos os planejamentos que um ser humano tem, bem como todas as situações que o rondam, podem ser instantaneamente apagados quando este encontra em sua frente a oportunidade de uma “metelância”.
Imaginem um mendigo. Sujo, falido, perambulando por aqui e por ali, buscando a sobrevivência a cada minuto. Essa situação com certeza é a menos desejada por qualquer pessoa que conscientemente se considere viva. Porém, coloque na frente dele uma beldade, uma “photoshopada” real, modelo, siliconada, etc e tal. Diga ao mendigo que ele tem duas horas pra se divertir. Depois desse período o mendigo vai ser o mendigo mais feliz do mundo. Não precisa nem ser uma beldade, esse é o caso exponencial da alegria que pode ser gerada no âmago do cidadão. Uma simples metelância elevará o mendigo ao status de maior prazer que poderia ter. Esquecerá os problemas, passará a mão na barriga como símbolo de satisfação, será o poderoso da turma.
Imaginem agora um político. Totalmente ao contrário do mendigo, com poder e dinheiro já estabelecidos por lei. Lógico que exigirá de sua metelância um nível mais elevado, uma festinha com modelos. E esse é o símbolo de como ele emprega seu poder. É como ele quer ser visto pelos amigos mais íntimos, “o cara” da trepação. Pra ele é mais fácil, pois tem o poder e dinheiro.
Imaginem então, um nível acima dos políticos, os jogadores de futebol. Não precisam nem pedir, nem contratar, nem buscar, nem levar, nem fazer esforço. É tanta facilidade que o sexo heterossexual papai-mamãe já não os satisfazem. Buscam alternativas: homens, travestis (essa pegou todos de surpresa), sadomasoquismo, pan-sexualismo, enfim, qualquer experiência diferente da tradicional. A facilidade nesse caso decorre do fato do sexo oposto estar buscando o lugar no holofote: “Eu comi fulana de tal...”!!! Uau, esse cara é foda!!!
Analisando todos esses fatos, podemos concluir que, infelizmente, o sexo e o poder deixam o ser humano míope, agindo por instinto e egoísmo. Querem o poder para divulgar aos outros, para parecerem intocáveis. Desde uma situação mais simples, como uma carteirada na churrascaria para ser servido de picanha, como numa situação mais ampla, como ser liberado de uma acusação de assassinato, por exemplo.
E de tudo isso, se dá seqüência o sexo. E o sexo pode dar a eles mais respeito e credibilidade, pois esse é o parâmetro de medição do poder de um ser. Um complementa o outro. As pessoas querem dinheiro para viver melhor? Não, pra fazer sexo, pra gastar e impor seu poderio econômico, sempre procurando mais sexo. Os políticos querem mudar o mundo? Não, querem ter poder, fazer sexo e serem liberados se fizerem alguma cagada. Os jogadores querem ser lendas? Sim, mas não para representar uma história de vitórias, mas para poder usufruir do sexo fácil.
Esse é o mundo que vivemos, e essa situação é antiga... a maioria das guerras foram geradas por poder e várias por algum louco ter pego a mulher do rei do reino vizinho.
Enquanto esse pensamento material não mudar, a sociedade não vai evoluir nunca!!! A idéia aqui não é discutir se sexo é bom ou não, mas sim se estamos agindo corretamente tendo esse pensamento. Reflitam!
Obs: tenho certeza que 90% dos homens que lerem esse texto vão achar que eu estou de sacanagem e vão renegar essas palavras, acessando, a seguir da leitura, algum site de prostitutas... hahaha

3 comentários:

Gabriel disse...

Caro,
Muito bem explicitadas estão as palavras neste texto. Bem articulado, tensionado, com idéias ácidas e que provocam a mente a pensar. E se provoca é por fazer sentido, é por que incomoda. Bem já diziam alguns que não comem para viver, vivem para comer (no sentido sexual da frase)...Enfim, a humanidade se perde nos desejos materiais que, cá entre nós, nada mais é do que culpa dos próprios valores que colocamos como prioridade e não da mídia que faz a propaganda da cerveja, ou da novela que aparece um par de seios do tipo pêra bem delineado ou um pênis volumoso para instigar os desejos sexuais masculinos e femininos, e se somos instigados é por que damos valor a essas coisas. Cada vez mais me dou conta de que cada vez menos as pessoas se dão o trabalho de pensar um pouco mais pra frente, enxergar um pouco mais além de tanta, tanta, idiotice...

raTo! disse...

porra Man! Já falei pra vc escrever para o jornal do meu amigo... o texto que vc postou é animal!

Só acho que vc deve postar com mais frequência, hehe.

Abraxxx

brenda-araujo disse...

Tenho que concordar com os comentários acima em muitos aspectos. Primeiramente pq o texto tá realmente muito bom! De fato instiga o leitor a refletir sobre diversos pontos.
Hoje vivemos num país que expõe demais a sexualidade feminina, ao ponto de fazê-la comercial, mas isso realmente não é culpa das propagandas de cerveja. Aliás essa mídia toda, na minha opinião só é o resultado da cultura que temos cultivado nesse aspecto. Desde Adão e Eva, pra quem acredita, muita coisa mudou na exploração da sexualidade pelas sociedades e acho que a prova disso é a diferença inconteste entre Ocidente e Oriente para o assunto. É até curioso pensar que no lado do mundo em que quase tudo se resume a peitos e ao assédio feminino, o órgão genital das mulheres ainda seja um tabu até mesmo para a arte. A exploração do pênis sempre foi mt maior pras bandas daqui, basta lembrar da Vênus de Milo, semi-coberta e de seus amiguinhos estátuas masculinas sempre peladões. Por outro lado no ocidente é justamente o inverso: o culto à vagina se traduz de diversas maneiras, que vai da arte à rituais sagrados.
Muito legal a idéia de relacionar o sexo com o poder! Qq dia eu escrevo uma réplica, falando de como isso se dá dentro do nosso universo! ;)